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HRW — Human Rights Watch | Observatório Internacional de Direitos Humanos

A Agência Esportiva do Japão (JSA) recentementelançado suas Diretrizes para Avaliar e Melhorar Medidas de Segurança em Atividade Física e Esportes (Versão Experimental). Depoissofrimento documentado por atletas japoneses e mecanismos insuficientes para denunciar abusos, os esforços do governo para acabar com os maus-tratos no desporto são um passo positivo. No entanto, uma implementação eficaz é crucial.
As diretrizes, publicadas em 27 de janeiro de 2026, vêm em cinco versões voltadas para grupos envolvidos em esportes. Os destinados a atletas, treinadores e organizadores desportivos, como equipas e clubes, incluem uma secção sobre abuso e assédio, fornecem exemplos de comportamento abusivo, identificam factores contribuintes e oferecem medidas de prevenção e resposta.
Em 2020, a Human Rights Watch documentou o abuso sistémico de crianças nos desportos japoneses. Cinco anos depois, a Lei Básica do Desporto foirevisadoexigindo que o governo nacional aborde o abuso. Pouco depois, a Human Rights Watch e parceiros de defesa escreveram ao comissário da JSA, Junichi Kawai, recomendando a criação de uma Lei do Desporto Seguro e de um Centro Desportivo Seguro para garantir que os atletas possam denunciar abusos e que os seus casos sejam resolvidos.
Em 28 de Janeiro, grupos de defesa do desporto seguro e antigos atletas e académicos reuniram-se com a JSA para apoiar os esforços para eliminar o assédio nos desportos e para sublinhar a necessidade de uma Lei do Desporto Seguro e de um Centro Desportivo Seguro.
A implementação das novas diretrizes é meramente voluntária. Oprojeto de orçamento para o ano fiscal de 2026 afirma que a JSA promoverá as diretrizes e criará um programa para registrar e divulgar as organizações que as cumprirem. No entanto, o processo para resolver os abusos nas organizações que se recusaram a executar as medidas sugeridas permanece pouco claro. O Japão precisa de um quadro jurídico que exija que as organizações desportivas tomem medidas contra os abusos.
Embora as diretrizes listem linhas diretas para denunciar abusos de atletas, cada organização esportiva operaria seu próprio mecanismo de reclamação. Os especialistas levantaram preocupações sobre a insuficiência de pessoal, financiamento e conhecimentos especializados caso as organizações operem as linhas diretas. Para estabelecer um sistema que os atletas possam usar sem medo de retaliação e possam confiar para tomar medidas eficazes, é necessário um mecanismo de reclamação independente.
O governo japonês iniciou um caminho para uma maior segurança desportiva, mas para ter sucesso, é necessária uma implementação eficaz, incluindo uma Lei do Desporto Seguro e um Centro Desportivo Seguro, para que os atletas e as crianças em todo o Japão sejam protegidos.
📌 Fonte original: Vigilância dos Direitos Humanos (HRW)
Este conteúdo foi produzido e publicado originalmente pela Vigilância dos Direitos Humanos (HRW) — organização internacional de defesa dos direitos humanos, sem fins lucrativos, com sede em Nova York (EUA). Todo o conteúdo é de propriedade da HRW e reproduzido aqui com fins jornalísticos e informativos. Para acessar o material original em inglês, acesse www.hrw.org.

