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Balkan Insight — Jornalismo Investigativo sobre os Bálcãs e Leste Europeu

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O Sindicato dos Jornalistas saúda a decisão que afirma que a proibição de um ano imposta pelo governo à plataforma de redes sociais foi uma “violação da liberdade de expressão e da liberdade de imprensa”.

A tela inicial do aplicativo TikTok. Ilustração fotográfica: EPA/ALEX PAVEVSKI.
O Tribunal Constitucional da Albânia, numa decisão de quarta-feira, concluiu que a proibição de um ano do governo à plataforma de redes sociais TikTok era uma “violação da liberdade de expressão e da liberdade de imprensa” – mas não uma violação da liberdade de actividade económica.
A Associação de Jornalistas da Albânia, AJA, saudou a decisão do tribunal, “que aceitou parcialmente o pedido apresentado pela AJA e pela Balkan Investigative Reporting Network (BIRN Albânia) relativamente às medidas tomadas pelo Conselho de Ministros para bloquear a plataforma online TikTok”, afirmou o sindicato num comunicado.
“Esta decisão representa um desenvolvimento importante para a protecção da liberdade de expressão, do pluralismo da informação e dos padrões democráticos na Albânia”, acrescentou.
O primeiro-ministro Edi Rama propôs a proibição pela primeira vez em dezembro de 2024, um mês após o esfaqueamento fatal de um jovem de 14 anos, após uma série de discussões nas redes sociais. Rama insistiu que sua decisão não foi “apressada”, mas foi baseada em uma pesquisa com cerca de 65 mil pais, 90% dos quais pediram o encerramento do TikTok.
Criticando a decisão do Tribunal Constitucional de quarta-feira, Rama disse: “O Tribunal Constitucional pensa que 90 por cento dos pais e professores albaneses estavam errados quando exigiram o encerramento de Tik Tok”. Ele acrescentou que a decisão pode encorajar a calúnia.
A BIRN Albânia e a Associação de Jornalistas da Albânia levaram o caso ao Tribunal Constitucional em Março de 2025, considerando a proibição “incompatível com a Constituição da República da Albânia e a Convenção Europeia dos Direitos Humanos”.
O governo cancelou a proibição em fevereiro e pediu ao tribunal que encerrasse o caso. No entanto, o tribunal decidiu dar continuidade, argumentando que “o caso representa uma questão de interesse público” e que a decisão deveria informar possíveis futuros atos legislativos.
📌 Fonte original: Visão dos Balcãs
Este conteúdo foi produzido e publicado originalmente pelo Visão dos Balcãs — veículo de jornalismo investigativo especializado em reportagens sobre os Bálcãs e o Leste Europeu, integrante da Rede de Jornalismo de Crime Organizado e Corrupção (OCCRP). Todo o conteúdo é propriedade da Balkan Insight e reproduzido aqui com fins jornalísticos e informativos. Para acessar o material original em inglês, acesse balkaninsight. com.

