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Balkan Insight — Jornalismo Investigativo sobre os Bálcãs e Leste Europeu

Olá de Bruxelas, onde os dias estão a ficar mais longos e a primavera finalmente chega à capital europeia.
Junto com isso, uma leve brisa de esperança tem percorrido a cidade para os países da “sala de espera” da UE – aspirantes que ficaram para trás na corrida pela adesão, mas que gostariam de dar um salto repentino e entrar no bloco de 27 nações. Nas últimas semanas, começaram a circular ideias informais nos corredores de Bruxelas sobre como tornar a adesão mais fácil e tangível, especialmente para aqueles que estão presos no limbo.
Uma noção chamou a atenção de diplomatas e funcionários – “adesão invertida”. O conceito consiste em aproximar muito mais os países candidatos das estruturas da UE, deixá-los comportar-se como membros em muitas áreas e dar-lhes acesso a benefícios concretos – sem torná-los membros de pleno direito do clube.
Crucialmente, estes países não teriam o direito de voto e, portanto, não exerceriam o poder de veto. Essas conversas não surgiram do nada. Em grande parte, foram introduzidas no âmbito das conversações de paz entre a Rússia e a Ucrânia, com os Estados Unidos a mediar e a tentar agregar garantias políticas mais amplas. Ironicamente, embora a adesão da Ucrânia à UE faça parte dessas conversações, a própria UE não está diretamente envolvida nem informada.
📌 Fonte original: Visão dos Balcãs
Este conteúdo foi produzido e publicado originalmente pelo Visão dos Balcãs — veículo de jornalismo investigativo especializado em reportagens sobre os Bálcãs e o Leste Europeu, integrante da Rede de Jornalismo de Crime Organizado e Corrupção (OCCRP). Todo o conteúdo é propriedade da Balkan Insight e reproduzido aqui com fins jornalísticos e informativos. Para acessar o material original em inglês, acesse balkaninsight. com.

