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Balkan Insight — Jornalismo Investigativo sobre os Bálcãs e Leste Europeu

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Em Dezembro de 1999, seis meses após o fim da guerra do Kosovo, o Tribunal Penal Internacional para a ex-Jugoslávia, TPIJ, solicitou a dois peritos forenses britânicos que fizessem uma investigação viagem secreta para examinar os corpos de uma família albanesa do Kosovo supostamente morta pelo líder paramilitar sérvio e chefe do submundo Zeljko ‘Arkan’ Raznatovic.
Quando Arkan foi morto a tiros em um hotel de Belgrado no mês seguinte, a viagem foi cancelada e as evidências coletadas até aquele momento nunca foram divulgadas.
Arkan foi indiciado pelo TPIJ em 1997, por crimes cometidos na Bósnia e Herzegovina. Esta acusação foi divulgada pelo tribunal de Haia em 2001, mas uma segunda acusação relativa ao Kosovo, apresentada pelo procurador americano Clint Williamson, permanece em segredo mais de um quarto de século depois.
Pouco depois da morte de Arkan, a então procuradora-chefe do TPIJ, Carla Del Ponte, disse que o conteúdo da acusação permanecia “sujeito a uma ordem de não divulgação, e essa ordem ainda está em vigor”.
Agora, enquanto o Conselho de Segurança da ONU revê o mandato do Mecanismo Internacional Residual para Tribunais Penais, criado em 2013 para desempenhar as restantes funções do TPIJ e de um tribunal semelhante no Ruanda após o seu encerramento, o Kosovo pede igualdade de acesso aos seus arquivos.
📌 Fonte original: Visão dos Balcãs
Este conteúdo foi produzido e publicado originalmente pelo Visão dos Balcãs — veículo de jornalismo investigativo especializado em reportagens sobre os Bálcãs e o Leste Europeu, integrante da Rede de Jornalismo de Crime Organizado e Corrupção (OCCRP). Todo o conteúdo é propriedade da Balkan Insight e reproduzido aqui com fins jornalísticos e informativos. Para acessar o material original em inglês, acesse balkaninsight. com.


