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O On the Radar desta semana destaca o último massacre do Haiti pela gangue Gran Grif, o julgamento de Sérgio Roberto de Carvalho, apelidado de “Escobar” do Brasil, por seu suposto papel em uma grande operação de tráfico de cocaína, e os crescentes problemas legais da ex-primeira-dama da Venezuela, Cilia Flores, que enfrenta acusações de narcóticos nos Estados Unidos.
Transcrição
No On the Radar desta semana, perguntamos:
O que o último massacre de gangues no Haiti nos diz sobre o cenário criminoso do país?
O que o julgamento de um suposto traficante conhecido como Pablo Escobar, do Brasil, revela sobre o gasoduto de cocaína para a Europa?
E quão talentosa era a líder criminosa da ex-primeira-dama da Venezuela, Cilia Flores?
Crise de gangues no Haiti se aprofunda com massacre
Primeiro, no sitiado Haiti, membros do bando Gran Grif atacaram uma cidade em Artibonite, matando pelo menos 70 pessoas e ferindo 30.
Gran Grif é um dos grupos mais brutais que operam em Artibonite. Em 2024, a gangue matou pelo menos 155 pessoas na cidade de Port Sondé.
Este é o último ataque em anos de crise de gangues. Os massacres ocorrem frequentemente quando um gangue pensa que os civis estão a colaborar com outro grupo armado ou quando simplesmente pretende retaliar ou confiscar território a um rival.
Os relatórios iniciais sugerem que este ataque segue esse padrão, embora os detalhes ainda estejam surgindo.
‘Pablo Escobar’ do Brasil vai a julgamento
O julgamento do suposto traficante de drogas brasileiro Sérgio Roberto de Carvalho começou na Bélgica esta semana. Durante anos, Carvalho, que foi apelidado de Pablo Escobar do Brasil, usou identidades falsas, corrupção silenciosa e até fingiu a sua própria morte.
O seu caso mostra como corretores discretos estão a substituir chefes bem conhecidos no comércio de drogas e como o Brasil é agora fundamental no oleoduto da cocaína para a Europa.
Ex-primeira-dama da Venezuela sob ataque
E, finalmente, Cilia Flores, antiga primeira-dama da Venezuela, está sob novo escrutínio pela rede de tráfico Jardim de Flores que alegadamente geriu durante o período em que ela e o seu marido – Nicolas Maduro – estiveram no poder. Uma nova reportagem do Wall Street Journal diz que Flores recompensou familiares com rotas de drogas, contratos estatais e impunidade e os ajudou a transportar carregamentos de drogas para fora do hangar presidencial no aeroporto internacional de Caracas.
O relatório sobre o papel de Flores na Venezuela esclarece o importante papel que as mulheres desempenham no crime organizado, que é tantas vezes subestimado devido aos estereótipos de género.
É isso no No Radar desta semana – não perca nossos perfis criminais de todos os principais atores da Venezuela, bem como o gasoduto de cocaína para a Europa e o cenário criminoso do Haiti. Voltaremos com mais na próxima semana.
Fonte original: InSight Crime — Crime Organizado nas Américas.
O conteúdo acima foi originalmente publicado pelo Crime InSightorganização jornalística dedicada à investigação e análise do crime organizado na América Latina e no Caribe, e é aqui republicado sob os termos da licença Creative Commons CC BY 4.0.


