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Transcrição
No On the Radar desta semana, perguntamos:
Os EUA alegam que o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, está envolvido no tráfico de drogas – mas será que está?
O que significa a demissão do ministro da Defesa da Venezuela para o Cartel dos Sóis?
E o que está por trás da apreensão em grande escala de cocaína e cetamina no Chile?
Autoridades antidrogas dos EUA visam o presidente da Colômbia
Reportagens esta semana alegam que o presidente colombiano Gustavo Petro é um “alvo prioritário” em uma investigação da DEA sobre ligações com o tráfico de drogas – mas sem nenhuma evidência concreta ainda. Supostas ligações com o Cartel de Sinaloa, Cartel dos Sóise o Política de “Paz Total” estão supostamente sob investigação. Petro negou repetidamente qualquer ligação com o negócio das drogas e, até agora, nenhuma acusação formal foi apresentada.
As últimas acusações contra a Petro surgem depois de a Colômbia – que já foi um representante dos EUA na guerra às drogas na região – ter sido removido da lista dos aliados antinarcóticos dos EUA pelo presidente Trump, e sanções foram emitidas contra Petro e seus familiares. Mas sem provas sólidas, as últimas alegações podem ter motivação política.
Demissão na Venezuela atinge Cartel dos Sóis
Uma grande mudança na Venezuela viu a presidente interina Delcy Rodríguez destituir o general Vladimir Padrino Lópezo ministro da defesa há muito ligado ao Cartel dos Sóis. Padrino López estava no poder desde 2014 e era um dos aliados mais próximos do ex-presidente Nicolás Maduro. A sua demissão marca a maior mudança no regime da Venezuela desde a prisão de Maduro no início deste ano.
Mas a rede difusa e descentralizada de células criminosas inseridas no Estado venezuelano – conhecida como Cartel dos Sóis – tem demonstrado uma notável capacidade de adaptação ao longo dos anos, mudando constantemente os seus aliados, papéis e estratégias sem a necessidade de uma cadeia de comando hierárquica. É improvável que a saída de Padrino seja uma virada de jogo.
Apreensões de drogas sintéticas colocam o Chile em destaque
E, finalmente, os funcionários da Porto de Arica no Chile apreenderam cocaína e cetamina disfarçadas em madeira e borracha. Os carregamentos vieram da Bolívia e tinham como destino a Alemanha, Itália e México, embora as autoridades não tenham informado quanto pesavam as drogas.
Embora seja uma rota de tráfico menos popular em comparação com alguns dos seus vizinhos sul-americanos, a proximidade do Chile com dois dos três principais produtores de coca e os seus portos do Pacífico – especialmente Arica – expandiram o seu papel no comércio internacional de cocaína. Arica também é uma ponto de acesso crescente para o tráfico de cetamina.
Esta semana é isso: em InSightcrime.org você pode ler um mergulho profundo sobre Padrino da Venezuela, todo o histórico criminal da Colômbia e tudo o que você precisa saber sobre apreensões de cocaína e outras drogas sintéticas na região. Adeus por agora.
Fonte original: InSight Crime — Crime Organizado nas Américas.
O conteúdo acima foi originalmente publicado pelo Crime InSightuma organização jornalística dedicada à investigação e análise do crime organizado na América Latina e no Caribe, e é republicado aqui sob os termos da licença Creative Commons CC BY 4.0.

