Wilfredo, um menino venezuelano de 10 anos, apareceu sozinho no tribunal de imigração há duas semanas, forçado a defender-se contra uma possível deportação para o Equador, enquanto a sua mãe permanecia detida numa instalação do ICE. Comomilhares de meninos e meninas em processo de deportação Wilfredo não tem representação legal.
“Tive medo porque foi a primeira vez que fui a tribunal”,declarado à Univision.
A administração Trump causou uma nova onda de caos para as crianças nos processos de imigração em fevereiro de 2025ordenando que organizações sem fins lucrativos que prestam serviços jurídicos suspendam trabalhos anteriormente financiados por contratos federais. Esta medida levou à paralisia doPrograma para Crianças Desacompanhadas que proporcionou representação legal a mais de 26 mil menores em processos de imigração nos Estados Unidos.
Em Janeiro, três peritos independentes das Nações Unidasexpressaram sua preocupação a favor desta medida e declarou: “Negar às crianças o seu direito à representação legal e forçá-las a enfrentar procedimentos de imigração complexos sem assistência jurídica constitui uma violação grave dos seus direitos”.
Ele O Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos (DHS) iniciou um processo de deportação contra Wilfredo originário da Venezuela, em 25 de março de 2026. Tanto ele quanto sua mãe tinham um pedido de asilo pendente e foram autorizados a permanecer nos Estados Unidos enquanto o caso fosse resolvido.
Sem representação legal, os menores têm de enfrentar sozinhos procedimentos de imigração complexos e de alto risco, esão muito mais propensos a serem deportados. As consequências podem serdevastadoras. Este risco é especialmente agravado quando o DHS tenta expulsar menores para países terceiros sem os seus pais e onde não têm familiares ou pessoas responsáveis pelos seus cuidados.
Os Estados Unidos deveriam revogar a ordem emitida em Fevereiro de 2025 para garantir o devido processo para crianças migrantes não acompanhadas em processos de deportação.
📌 Fonte original
Este conteúdo foi produzido e publicado originalmente pela HRW (Human Rights Watch) — organização internacional de defesa dos direitos humanos, sem fins lucrativos, com sede em Nova York (EUA). Reproduzido aqui com fins jornalísticos e informativos.
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