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Metodologia: como o Da Reportagem apura

Toda reportagem do Da Reportagem parte de uma pergunta que o poder preferiria que ninguém fizesse. Esta página diz como chegamos às respostas, o que fazemos com as fontes e o que acontece quando erramos.

1. Documento primeiro

Começamos pelo que se pode conferir: decisões judiciais, autos de inquérito, laudos periciais, relatórios de corregedoria, dados oficiais, vídeos e registros públicos. Quando citamos um documento, dizemos qual é, de que data e de que órgão, e ligamos a ele sempre que for possível publicar.

2. Hierarquia de evidências

A apuração segue uma ordem. Primeiro vêm as provas que se veem e se ouvem (vídeo, reconhecimento, presença física documentada). Depois, a perícia tecnológica (metadados, extração de celular, quebra de sigilo autorizada pela Justiça). Em seguida, depoimentos e documentos. Por último, a reconstrução lógica dos fatos, e nunca sozinha.

3. Delação e colaboração premiada

Delações e colaborações premiadas aparecem sempre identificadas como tais e só viram fato na reportagem quando documentação independente as corrobora.

4. Contraditório

Quem é acusado ou citado de forma negativa tem a chance de responder antes da publicação. Registramos no texto quem foi procurado, quando, e o que respondeu ou que não respondeu.

5. Fontes e sigilo

O sigilo de fonte é mantido, mesmo sob pressão. Fonte que corre risco não aparece com nome.

6. Dados pessoais e imagens

Dados pessoais de pessoas comuns (CPF, endereço, data de nascimento, telefone) não são publicados quando não são necessários para entender a reportagem. Documentos com digital ou assinatura saem pixelizados. Imagem de terceiros leva o crédito de quem a produziu.

7. Textos republicados

O Da Reportagem republica reportagens de André Caramante publicadas antes em outros veículos. O texto é o do original. Cada uma leva uma nota de origem com o nome do veículo, a data e o link. Reportagens com coautor trazem o nome dele no topo e na nota. Quando um erro de fato é encontrado no texto antigo, a correção vem assinalada na própria nota, e não em silêncio. A data exibida é a da publicação original.

8. Quando erramos

O erro de fato é corrigido no texto, com uma nota datada no fim da matéria. A política completa e o registro estão em Correções.

9. Quem decide

A responsabilidade editorial é de André Caramante, editor-chefe e fundador.

Jornalismo investigativo com rigor documental absoluto, escuta respeitosa de todos os lados e propósito social explícito.

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