No seuprimeira conferência de imprensa internacional o primeiro-ministro eleito da Hungria, Péter Magyar, comprometeu-se a reverter a decisão do seu país de abandonar o Tribunal Penal Internacional (TPI).

Húngaro ganhou umvitória esmagadora nas eleições de 12 de abril na Hungria, onde fez campanha, entre outras coisas, para restaurar o Estado de direito e os laços com a UE, opondo-se ao antigo primeiro-ministro Viktor Orbán.

Hoje, a adesão à ICC éobrigatório dos países candidatos à UE, a fim de aderirem à UE, que fezcompromissos juridicamente vinculativos para promover e proteger o tribunal. Magyar reconheceu que é no domínio da Hungriainteresse permanecer membro da ICC, ecoando apelos anteriores deAdvogados húngaros que a retirada mancharia a posição global da Hungria.

Orbán anunciou a intenção da Hungria deretirar do TPI em abril de 2025, enquanto recebia o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu, que édesejado pelo TPI paracrimes de guerra e crimes contra a humanidade em Gaza. A retirada deverá entrar em vigor em 2 de junho de 2026. Se não for interrompida, a Hungria tornar-se-á o único Estado-Membro da UE fora do TPI.

O governo magiar tem um curto espaço de tempo para reverter o curso e o tempo é essencial. Com ummaioria absoluta no parlamento e claroprecedentes deoutros países impedindo as suas próprias retiradas do tribunal, nada impede uma acção rápida e decisiva.

Notavelmente Magyar também reconheceu publicamente as obrigações da Hungria como membro do TPI eempenhado a executar o mandado de prisão do tribunal contra Netanyahu, caso elevisita Hungria para o Aniversário da Revolução de 1956, em Outubro de 2026. Esta é uma mudança importante em relação ao governo anterior, quedesrespeitou a sua obrigação legal para prender Netanyahu.

É um lembrete poderoso para todos os indivíduos procurados pelo tribunal de que seu mundo ficou menor. Outra UElíderes Quem ter às vezes,renunciou em seuter compromisso paracooperar com o tribunal devem projectar publicamente a mesma clareza.

Uma vez em funções, o novo governo da Hungria deverávire a página e restaure respeito pelos direitos fundamentais e pelas salvaguardas democráticas no país. Reverter a retirada do governo Orbán do TPI é um passo imediato que o novo governo deve tomar para romper com o historial anti-direitos do seu antecessor e com o isolamento da Hungria dentro da UE.

As declarações de Magyar são um bom começo. Deve agora prosseguir e trazer a Hungria de volta à comunidade de Estados empenhados em garantir justiça para crimes internacionais graves.

📌 Fonte original

Este conteúdo foi produzido e publicado originalmente pela HRW (Human Rights Watch) — organização internacional de defesa dos direitos humanos, sem fins lucrativos, com sede em Nova York (EUA). Reproduzido aqui com fins jornalísticos e informativos.

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